segunda-feira, 8 de novembro de 2010

no pátio do passado perto lá de casa

era pra ler, era pra ser
era pra ver, era pra não crer
que tudo nada foi, ou nada
apareceu num mundo de provocações
no ardor, ou louro, ou de
uma montanha de ouro
e que tudo deu em nada
ou se perdeu em asas
que como águas de cristais que correm
na pedra no tanque de seu mudo
aço, e sob aquelas vozes alçadas
no pátio do passado perto lá de casa

2 comentários:

  1. Rogel, este poema tem uma cadência toda especial, como se a lembrança do passado, no início, fosse mais apressada...de repente vai acalmando, como se tivesse conseguido chegar mais perto dele (passado).
    Lindíssimo, querido amigo. Como tudo o que escreve!

    Beijos

    Márcia

    ResponderExcluir
  2. só seu comentário valoriza o poema

    obrigado

    ResponderExcluir